A Definição de Rastreabilidade.
Os dados e informes registrados aquí podem ser encontrados em normas técnicas, tais como Codex Alimentarius, ISO, etc e outros profissionais poderão encontrar melhores resumos, contribuir de forma mais eficiênte para o assunto. De qualquer forma estou trazendo a discussão ao público interessado, e esta é minha pequena contribuição. Há que estabelecer os pontos de contribuição desta discussão. Através da mídia podemos observar comentários que muitas vezes não condiz com a realidade. Generalizando, o termo rastreabilidade é empregado de forma incorreta, contribuindo para a poluição do entendimento, ou seja, uma deformação do conceito técnico. O rigor do termo cede as generalidades e popularizações da língua corrente.
O termo rastreabilidade conforme está definido nos Padrões Técnicos é sutil, mas deixa compreender que a rastreabilidade é a palavra aplicada a uma cadeia produtiva, ou seja, dos principios da produção agricola ou pécuaria até consumo do alimento. Este tipo de entendimento emana de leituras da definição do termo nos dados da EC ( European Community ) CL 2005/23 - FLCS no item 3 das definições técnicas, e quando a definição do termo é tratada sugere-se que a mesma é " .. a habilidade de se seguir os diversos eventos/estágios de um alimento em suas fases distintas de produção, transformação e distribuição.".
Discussão maior pode ser estabelecida, caso o debate seja de interesse do mundo técnico, mas o que me causa discordância é o fato de que podutos são apresentados como "rastreado" ou "temos rastreabilidade" quando na verdade o mesmo apresenta apenas um histórico de sua fase de processo produtiva transformadora. Em palavras diretas: a empresa tem o histórico de sua praticipação de processos, mas nada registra, nem tem como fonte as infromações de processamento e obtenção agroaliementar de suas materias primas, componentes definitivos de sua formulação de ingredientes, participantes ativos de seu produto final. Em outras palavras: sabemos de onde compramos, temos até o certificado de qualidade de nossas fontes, mas não podemos rastrear nossas materias primas e como consequência, não é um produto que pode ser definido como "rastreado" já que suas matérias primas não podem ser acessadas de forma documental, e assim atender a definição do termo rastreabilidade, tal qual deve o mesmo ser entendido, dentro do rigor técnico necessário.
A segurança da cadeia agroalimentar é estratégicamente importante para as empresas exportadoras, ou em outras palavras para os agentes economicos que sustentam acirrada competição com o agronegócio dos EUA, da Europa, Austrália e outros países. Essas empresas são fundamentais para a balança comercial brasileira e correm risco de perder importante fatia de mercado (conquistado com muito esforço) por falta de rastreabilidade ou ainda por não ofertar este atributo com transparência e facilidade de acesso. A Tecnologia de Informação é o único recurso capaz de reverter este processo, ou seja, colocar nossos trabalhos de rastreabilidade em evidência e realçar que o país tem conhecimento já constituído nesta área.
Verificamos no dia-a-dia profissional uma busca de informação sobre as fontes de matéria prima, mas não sabemos onde está a origem destas matérias primas, quais as condições de suas produções agrícola e pecuária, e quais as formas de cultivo e criação empregadas na origem destas matérias primas agropecuárias.
Trata-se, portanto, de um produto, que partindo do nosso conceito acima discutido, é razoável concluir que o produto não tem rastreabilidade. Diante desta informação, o fabricante fica bastante insatisfeito e diz que ele faz sua parte mas não pode responder sobre toda a cadeia. É correto e profissional informar: um produto tem rastreabilidade quando todos os seus ingredientes, matérias primas que entram em sua composição sejam consideradas rastreadas. (fonte e origem conhecidos e certificados).
Este é o meu entendimento e suponho que do ponto de vista estritamente técnico esteja correto.
O termo rastreabilidade conforme está definido nos Padrões Técnicos é sutil, mas deixa compreender que a rastreabilidade é a palavra aplicada a uma cadeia produtiva, ou seja, dos principios da produção agricola ou pécuaria até consumo do alimento. Este tipo de entendimento emana de leituras da definição do termo nos dados da EC ( European Community ) CL 2005/23 - FLCS no item 3 das definições técnicas, e quando a definição do termo é tratada sugere-se que a mesma é " .. a habilidade de se seguir os diversos eventos/estágios de um alimento em suas fases distintas de produção, transformação e distribuição.".
Discussão maior pode ser estabelecida, caso o debate seja de interesse do mundo técnico, mas o que me causa discordância é o fato de que podutos são apresentados como "rastreado" ou "temos rastreabilidade" quando na verdade o mesmo apresenta apenas um histórico de sua fase de processo produtiva transformadora. Em palavras diretas: a empresa tem o histórico de sua praticipação de processos, mas nada registra, nem tem como fonte as infromações de processamento e obtenção agroaliementar de suas materias primas, componentes definitivos de sua formulação de ingredientes, participantes ativos de seu produto final. Em outras palavras: sabemos de onde compramos, temos até o certificado de qualidade de nossas fontes, mas não podemos rastrear nossas materias primas e como consequência, não é um produto que pode ser definido como "rastreado" já que suas matérias primas não podem ser acessadas de forma documental, e assim atender a definição do termo rastreabilidade, tal qual deve o mesmo ser entendido, dentro do rigor técnico necessário.
A segurança da cadeia agroalimentar é estratégicamente importante para as empresas exportadoras, ou em outras palavras para os agentes economicos que sustentam acirrada competição com o agronegócio dos EUA, da Europa, Austrália e outros países. Essas empresas são fundamentais para a balança comercial brasileira e correm risco de perder importante fatia de mercado (conquistado com muito esforço) por falta de rastreabilidade ou ainda por não ofertar este atributo com transparência e facilidade de acesso. A Tecnologia de Informação é o único recurso capaz de reverter este processo, ou seja, colocar nossos trabalhos de rastreabilidade em evidência e realçar que o país tem conhecimento já constituído nesta área.
Verificamos no dia-a-dia profissional uma busca de informação sobre as fontes de matéria prima, mas não sabemos onde está a origem destas matérias primas, quais as condições de suas produções agrícola e pecuária, e quais as formas de cultivo e criação empregadas na origem destas matérias primas agropecuárias.
Trata-se, portanto, de um produto, que partindo do nosso conceito acima discutido, é razoável concluir que o produto não tem rastreabilidade. Diante desta informação, o fabricante fica bastante insatisfeito e diz que ele faz sua parte mas não pode responder sobre toda a cadeia. É correto e profissional informar: um produto tem rastreabilidade quando todos os seus ingredientes, matérias primas que entram em sua composição sejam consideradas rastreadas. (fonte e origem conhecidos e certificados).
Este é o meu entendimento e suponho que do ponto de vista estritamente técnico esteja correto.

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