Thursday, October 27, 2011
The Traceability has been pointed as a technic with strong limitation in terms of its application in the Industry.
In fact for a cheaper product there is still limitations: how to apply an inteligent tag (expensive with RFID, UI number, resgistration in the appropriete organism in the product packing which is 8too chepper to accomodate the new cost.? That's something very difficult to solve, and a product like a small packing coffe, an small cadie packing will not be protected by the traceabilty in the future. Never said the critics.
It is a very good point but we should mention that the Traceability can help nowdays to protect the product, guarantee that the product is unique, and helping people to solve in short period of time the product recall. To avoid the product to be pointed by some social mistakes, like public contamination by similar product.
So the cheapper product will be the second terms product to addopt the traceability as its important techinical item but it will be done in the future. Nowdays is very urgent that the product like medicins, anti-aids product, other cancer product etc will be protect by the traceability, in order to controll it, to protect the customer and finally to avoid the falsification, or in order order the fake product to compete with the real one.
In Brazil we had a lot of problem when an anti-cancer product was vitim of a very rude falsification including the imitation was sold and since the patiete dies the people took a long time to identify the product was not working in appropriete way. The Medical Experteese in São Paulo realized that his patiente was not reactingh in ther standard way, so, he asked the patiente to bring the medicine to his offices andfa after to look to the packing he consider it little bit different and decided to call the authorities and they easily identified the product as wheatmeal or flour.
The product had no active principle on it and that's was a very serious crime, and when we know they operate it around 10 years in the market it sounds very seriou process.
As a resolt of this humann experience we must take the traceability as serious as we can in order to protect the critical produts.
The product history and its attributes are very important for us, and controlling the product logistic it is mandatory.
All the enforcement must be done in order to avoid the problem we face in the past and we can face it in harder way in the future.
So, traceability can be applied as the product differential, the product protection and olso an importante commercial tool, and in this matter we can speak about the new tendency which is to know your customer and it doesn't the size of our corporation. The companies need to understand and feel it end users, it is a "must' at this moment. W
The traceability and the reverse logistic will be so important in the future that if the customer will check the supply approach in order to buy the product or not. The planet saturation, the degradation and other ambient policy will be so important that the customer wants to know where the product came from, and more, this is very true in the customer in the higth class (A, B,) which has money to spend but want to spend it with the Consumer Consiousness in a very good state. So, to addopt traceability will bv very important to define the new approach in the market place. Who is the supply, where the Raw Naterial came from, and all this asre issues wich will be definitivee in the prouct addoption or not.
Orlando Silva.
Tuesday, December 21, 2010
Alimentos e rastreabilidade: ausência na mídia.
Observamos que recentemente não há mais debates na mídia a respeito deste tema. Ao que tudo indica, devido aos problemas econômicos na Europa, esta urgência perdeu posição no rank das prioridades Européias. Assim sendo sua importância nos veículos de comunicação também não tem a mesma ênfase que havia em anos anteriores.
A nova realidade econômica esta pautando os assuntos e por tal motivo a rastreabilidade agroalimentar não está sendo dicutida com a devida atenção.
A nova realidade econômica esta pautando os assuntos e por tal motivo a rastreabilidade agroalimentar não está sendo dicutida com a devida atenção.
Sunday, June 27, 2010
Rastreabilidade nos meios de comunicações.
A rastreabilidade começa a chegar ao consumidor final.
O canal Globonews (TV a Cabo) trouxe uma informação de
grande importância para o setor de alimentos e através deste
introduziu a inovação ao consumidor.
Observando o volume de informação a empresa financiada
por grandes grupos nacionais apresentou sua versão de rastreabilidade
sem muita ênfase nos atributos do Banco de Dados, mas com
forte ênfase nos aspecto de Hardware e outros dados.
A rastreabilidade é informação de direito do consumidor e sempre haverá
uma metodologia nova para o setor.
O inovadores podem ser roubados mas sempre havérá
um nova tecnologia a ser pesquisada.
São Paulo, 27.06.2010.
O canal Globonews (TV a Cabo) trouxe uma informação de
grande importância para o setor de alimentos e através deste
introduziu a inovação ao consumidor.
Observando o volume de informação a empresa financiada
por grandes grupos nacionais apresentou sua versão de rastreabilidade
sem muita ênfase nos atributos do Banco de Dados, mas com
forte ênfase nos aspecto de Hardware e outros dados.
A rastreabilidade é informação de direito do consumidor e sempre haverá
uma metodologia nova para o setor.
O inovadores podem ser roubados mas sempre havérá
um nova tecnologia a ser pesquisada.
São Paulo, 27.06.2010.
Wednesday, September 23, 2009
Rastreabilidade, a primeira vitima da ignorancia.
Observamos os comentários recentes de representantes do setor produtivo, sindicato patronal, o qual colocou que a rastreabilidade será amenizada na Europa, como uma exigência que foi exagerada no passado.
O desentendimento é muito sério. Há um conceito errado que permeia estas declarações de autoridades, empresários, etc. Nesta afirmações está embutido o erroneo conceito de que o termo rastreabilidade está ligado somente aos aspectos comerciais dos produtos e não uma ciência em sí, um tecnológia que ganha corpo, forma própria eu contribui para as novas formas de assegurarmos que um produto é saúdavel, está em conformidade com os padrões internacionais, segue rigorosamente as especificações, etc.
A rastreabilidade é, conforme já informamos, uma das ferramentas mais importantes da segurança agroalimentar e de medicamentos; sua presença num produto denota responsabilidade por parte do fabricantes, não somente com os seus processos mas também com a cadeia na qual ele está inserido. È este o sentido da rastreabilidade, uma ferramenta inserida num conceito de segurança do produto e é isto.
É importante se fixar que a rastrabilidade será uma ferramenta tal que ao dizermos a um determinado usuário que a goiaba exportada tem rastreabilidade, tal afirmação terá um mesmo sentido na China, no Japão e nos EUA. Em palavras diretas é uma padronização universal dos sistemas produtivos, com captação de atributos minimos, relacionados em padronização da ratreabilidade para cada cadeia especifica.
O fundamental é entender que esta é uma ferramenta que aumentará a segurança das cadeias produtiveas e harmonizará a distribuição de informações produtivas ao redor domundo.
O desentendimento é muito sério. Há um conceito errado que permeia estas declarações de autoridades, empresários, etc. Nesta afirmações está embutido o erroneo conceito de que o termo rastreabilidade está ligado somente aos aspectos comerciais dos produtos e não uma ciência em sí, um tecnológia que ganha corpo, forma própria eu contribui para as novas formas de assegurarmos que um produto é saúdavel, está em conformidade com os padrões internacionais, segue rigorosamente as especificações, etc.
A rastreabilidade é, conforme já informamos, uma das ferramentas mais importantes da segurança agroalimentar e de medicamentos; sua presença num produto denota responsabilidade por parte do fabricantes, não somente com os seus processos mas também com a cadeia na qual ele está inserido. È este o sentido da rastreabilidade, uma ferramenta inserida num conceito de segurança do produto e é isto.
É importante se fixar que a rastrabilidade será uma ferramenta tal que ao dizermos a um determinado usuário que a goiaba exportada tem rastreabilidade, tal afirmação terá um mesmo sentido na China, no Japão e nos EUA. Em palavras diretas é uma padronização universal dos sistemas produtivos, com captação de atributos minimos, relacionados em padronização da ratreabilidade para cada cadeia especifica.
O fundamental é entender que esta é uma ferramenta que aumentará a segurança das cadeias produtiveas e harmonizará a distribuição de informações produtivas ao redor domundo.
Monday, February 02, 2009
Etiquetas Inteligentes: primeiro passo das embalagens interativas.
Imagine voce chegar ao supermercado e com a Camêra digital do seu celular observar os dados tecnológicos do produto que vocè esta interessado. Esta é um realidade já superada pela tecnologia, ou seja, isto já é factível.
A convergência de tecnologias possibilita vários aspectos de garantias destes pequenos hardwares, as etiquetas de rastreabilidade, as quais não existiam anteriormente. Estas etiquetas inteligentes constituem o alicerce de uma nova fase nos procesos industriais e de comercio em todo o mundo.
As etiquetas são constituidas de três ou quatro tecnologias combinadas entre sí e é esta combinação que constitui a vantagem diferencial de cada fornecedor, ou mesmo de cada um dos fabricantes destes pequenos e revolucionário ítem.
As IntelTags são a somatória de 5 tecnologias que formam um resultado surpreendente, com as seguintes vantagens:
1 - Garantia de Unicidade do Pacote (UIR) - Unidade de Indentificação e Rastreabilidade.
2 - Tecnologia para ir gradativamente registrando as operações que ocorrem com este pacote, de forma automática.
3 - Tecnologia de Numeração compativel com EAN.UCC que se faz necessário nos produtos globalizados.
4 - Tecnologia de Registro e Chave sequencial com uma identifiação númerica única em todo o globo.
5 - Tecnologia de Código Binário eletrônicos, com reconhecimento de imagem para a leitura em dispositivos móveis através de camêras digitai embutidas nos celulares.
A combinação destas tecnologias convergentes trás o primeiro passo para as embalagens do futuro, nas quais todos os dados de rastreabilidade miníma legal serã ilustrados na forma mais interativa possivel e dentro do rigor técnico previsto pelos orgãos internacionais competentes.
O trabalho é um serviço de ponta, auxiliando os setores exportador, setores que operam com orgânicos, e outros setores que estão também trabalhando para fixar um conceito de maior segurança da cadeia produtiva.
A eficiência da logistica e distribuição é, comparativamente, a maior beneficiada destas etiquetas interativas. È possivel tirar vantagens desta tecnologia no que tange a localização de itens, controle de shelf-life (um dos maiores problemas do varejo de todo o mundo), controle de fluxo de mercadoria, velocidade de cobrança nos caixas, e velocidade de atendimento com um todo.
Num momento em que os ganhos passam a ser vitais não podemos negar que as etiquetas inteligentes serão uma das maiores contribuições ao densenvolvimento do país.
A convergência de tecnologias possibilita vários aspectos de garantias destes pequenos hardwares, as etiquetas de rastreabilidade, as quais não existiam anteriormente. Estas etiquetas inteligentes constituem o alicerce de uma nova fase nos procesos industriais e de comercio em todo o mundo.
As etiquetas são constituidas de três ou quatro tecnologias combinadas entre sí e é esta combinação que constitui a vantagem diferencial de cada fornecedor, ou mesmo de cada um dos fabricantes destes pequenos e revolucionário ítem.
As IntelTags são a somatória de 5 tecnologias que formam um resultado surpreendente, com as seguintes vantagens:
1 - Garantia de Unicidade do Pacote (UIR) - Unidade de Indentificação e Rastreabilidade.
2 - Tecnologia para ir gradativamente registrando as operações que ocorrem com este pacote, de forma automática.
3 - Tecnologia de Numeração compativel com EAN.UCC que se faz necessário nos produtos globalizados.
4 - Tecnologia de Registro e Chave sequencial com uma identifiação númerica única em todo o globo.
5 - Tecnologia de Código Binário eletrônicos, com reconhecimento de imagem para a leitura em dispositivos móveis através de camêras digitai embutidas nos celulares.
A combinação destas tecnologias convergentes trás o primeiro passo para as embalagens do futuro, nas quais todos os dados de rastreabilidade miníma legal serã ilustrados na forma mais interativa possivel e dentro do rigor técnico previsto pelos orgãos internacionais competentes.
O trabalho é um serviço de ponta, auxiliando os setores exportador, setores que operam com orgânicos, e outros setores que estão também trabalhando para fixar um conceito de maior segurança da cadeia produtiva.
A eficiência da logistica e distribuição é, comparativamente, a maior beneficiada destas etiquetas interativas. È possivel tirar vantagens desta tecnologia no que tange a localização de itens, controle de shelf-life (um dos maiores problemas do varejo de todo o mundo), controle de fluxo de mercadoria, velocidade de cobrança nos caixas, e velocidade de atendimento com um todo.
Num momento em que os ganhos passam a ser vitais não podemos negar que as etiquetas inteligentes serão uma das maiores contribuições ao densenvolvimento do país.
Sunday, February 18, 2007
EAN Fish Traceability Guidelines
A padronização de Etiquetas, conferindo a todos as embalagens o formato internacional tem sido rigorosamente adotados. No Brasil, a noram EAN 128 a qual está adotada para as embalagens de peixes, foi adotada como Padrão pela ABRAS - Associação Brasileira de Supermercados.
EAN Fish Traceability Guidelines
Solutions for Traceability of Fish Food Safety Legislation
Food safety has become a critical priority for the fish supply chain due to both consumer re q u i rements and legislation regarding these matters. The European Commission has thus recognised an urgent need to improve consumer information related to fish. Recognising this, they have adapted a regulation on compulsory labelling of fish, the Fish Labelling Regulation ((EC) 2065/2001) and the legislation for food safety and traceability (Product Safety Law
(92/59/EEC) and General Food Law ((EC) 178/2002)) to cover these requirements. In addition, there may also exist or in preparation national legislation in EU member states that has to be taken into account.
The EAN Fish Traceability Guidelines are based on input from the EU funded TraceFish Project www.tracefish.org and leading companies in the fish sector. The EAN Member Organisations which have taken part in the development of the Guidelines are from Denmark, France, Germany, Iceland, Italy, The Netherlands, Norway, Portugal, Spain and the
United Kingdom.
Business Requirements in the Fish Supply Chains The EAN Fish Traceability Guidelines are primarily intended for companies operating in all EU Member States and Non-EU
countries exporting to EU Member States and countries that are non-EU Member States but which have decided to adopt the EU Regulation as the primary means for Tracking and Tracing in the fish supply chain. To ensure the traceability of fish, accurate and timely records must be maintain at each point within the supply chain. The data recorded may be required by legislation or by the need to provide full chain traceability. The EAN Fish Traceability Guidelines are adapted to the needs and requirements of both the farmed and captured fish sectors. In the captured fish supply chain, fish have to be traced all the way from the fishing vessel to the consumer. For farmed fish, traceability is also re q u i red right back to the fish farm, eggs, broodstock and fish feed.
Solutions The Fish Traceability Guidelines provide for the unique identification and physical labelling of fish products using Global Trade Item Number (GTIN). Other key standards are Global Location Number (GLN) for identifying the facilities of the companies and Serial Shipping Container Code number (SSCC) in transport. The UCC/EAN-128 standard s y m b o l o g y is used for physical labelling with bar codes. Guidelines are also provided for the information that is mandatory in human readable text on the labels of fish products.
The TraceFish Project fully supports the use of the EAN.UCC System. Benefits The EAN.UCC System enables efficient supply chain management and international trade by providing standard tools that allow all the fish supply chain participants to communicate in one common global language of business. The key concepts driving EAN.UCC System application can be summed-up in three are a s :
• Automation of business processes by means of automated data capture and electronic data processing. It significantly increases productivity and reduces the amount of paper-based administration and associated costs. Automation also eliminates the inevitable errors resulting from manual data entry and pro c e s s i n g .
• Communication of information in the fastest and most accurate manner by means of standard electronic messages that automatically update computer applications with data from trading partners. Electronic communication enables companies to better manage and control their business cycle and results in improved logistics management.
• The time needed to meet identification, legal and commercial re q u i rements, which offers strategic opportunities to improve customer satisfaction, not just by efficient product traceability, but also by re-engineering business processes across the supply chain. Time reduction increases customer service responsiveness and helps to restore consumer confidence in the event of a product recall . Adopting the EAN.UCC System, which is a unique identification numbering system combined with the use of UCC/EAN-128 Bar Codes can help users to comply with the Fish Labelling Regulation and General Food Law. These Guidelines show
how to comply with this legislation in an efficient manner using the EAN.UCC System.
I m p l e m e n t a t i o n EAN International is now actively promoting the use of the EAN Fish Traceability Guidelines by companies, initially within the EU and in non-EU countries exporting to EU Member States. This will be achieved by active co-operation with the user groups in the fish and retail sectors in the countries concerned. The EAN Fish Traceability Guidelines can be downloaded from EAN Intern a t i o n a l ’s website at www.ean-int.org, see EAN.UCC Applications/For Industries/Agriculture & Food/Fish. For further information, please contact your national EAN Member Organisation, details of which are also available on the web site
EAN International
Address:145 Rue Royale, 1000 Brussels, Belgium.
Tel. + 32 (0)2 227 10 20 - Fax + 32 (0)2 227 10 21
e-mail: info@ean-int.org - www. e a n - i n t . o rg
EAN•UCC The Global Language of Business
EAN Fish Traceability Guidelines
Solutions for Traceability of Fish Food Safety Legislation
Food safety has become a critical priority for the fish supply chain due to both consumer re q u i rements and legislation regarding these matters. The European Commission has thus recognised an urgent need to improve consumer information related to fish. Recognising this, they have adapted a regulation on compulsory labelling of fish, the Fish Labelling Regulation ((EC) 2065/2001) and the legislation for food safety and traceability (Product Safety Law
(92/59/EEC) and General Food Law ((EC) 178/2002)) to cover these requirements. In addition, there may also exist or in preparation national legislation in EU member states that has to be taken into account.
The EAN Fish Traceability Guidelines are based on input from the EU funded TraceFish Project www.tracefish.org and leading companies in the fish sector. The EAN Member Organisations which have taken part in the development of the Guidelines are from Denmark, France, Germany, Iceland, Italy, The Netherlands, Norway, Portugal, Spain and the
United Kingdom.
Business Requirements in the Fish Supply Chains The EAN Fish Traceability Guidelines are primarily intended for companies operating in all EU Member States and Non-EU
countries exporting to EU Member States and countries that are non-EU Member States but which have decided to adopt the EU Regulation as the primary means for Tracking and Tracing in the fish supply chain. To ensure the traceability of fish, accurate and timely records must be maintain at each point within the supply chain. The data recorded may be required by legislation or by the need to provide full chain traceability. The EAN Fish Traceability Guidelines are adapted to the needs and requirements of both the farmed and captured fish sectors. In the captured fish supply chain, fish have to be traced all the way from the fishing vessel to the consumer. For farmed fish, traceability is also re q u i red right back to the fish farm, eggs, broodstock and fish feed.
Solutions The Fish Traceability Guidelines provide for the unique identification and physical labelling of fish products using Global Trade Item Number (GTIN). Other key standards are Global Location Number (GLN) for identifying the facilities of the companies and Serial Shipping Container Code number (SSCC) in transport. The UCC/EAN-128 standard s y m b o l o g y is used for physical labelling with bar codes. Guidelines are also provided for the information that is mandatory in human readable text on the labels of fish products.
The TraceFish Project fully supports the use of the EAN.UCC System. Benefits The EAN.UCC System enables efficient supply chain management and international trade by providing standard tools that allow all the fish supply chain participants to communicate in one common global language of business. The key concepts driving EAN.UCC System application can be summed-up in three are a s :
• Automation of business processes by means of automated data capture and electronic data processing. It significantly increases productivity and reduces the amount of paper-based administration and associated costs. Automation also eliminates the inevitable errors resulting from manual data entry and pro c e s s i n g .
• Communication of information in the fastest and most accurate manner by means of standard electronic messages that automatically update computer applications with data from trading partners. Electronic communication enables companies to better manage and control their business cycle and results in improved logistics management.
• The time needed to meet identification, legal and commercial re q u i rements, which offers strategic opportunities to improve customer satisfaction, not just by efficient product traceability, but also by re-engineering business processes across the supply chain. Time reduction increases customer service responsiveness and helps to restore consumer confidence in the event of a product recall . Adopting the EAN.UCC System, which is a unique identification numbering system combined with the use of UCC/EAN-128 Bar Codes can help users to comply with the Fish Labelling Regulation and General Food Law. These Guidelines show
how to comply with this legislation in an efficient manner using the EAN.UCC System.
I m p l e m e n t a t i o n EAN International is now actively promoting the use of the EAN Fish Traceability Guidelines by companies, initially within the EU and in non-EU countries exporting to EU Member States. This will be achieved by active co-operation with the user groups in the fish and retail sectors in the countries concerned. The EAN Fish Traceability Guidelines can be downloaded from EAN Intern a t i o n a l ’s website at www.ean-int.org, see EAN.UCC Applications/For Industries/Agriculture & Food/Fish. For further information, please contact your national EAN Member Organisation, details of which are also available on the web site
EAN International
Address:145 Rue Royale, 1000 Brussels, Belgium.
Tel. + 32 (0)2 227 10 20 - Fax + 32 (0)2 227 10 21
e-mail: info@ean-int.org - www. e a n - i n t . o rg
EAN•UCC The Global Language of Business
Sunday, December 10, 2006
Links para a Comissão Européia.
O link abaixo dá acesso ao site da Comissão Européia e tem assuntos relevantes. Acho que o mesmo contém uma série de informações técnicas interessantes. Saúde animal, BSE, GMO, sistema de controle e alertas e todo o mais que a CE considera pertinente a manutenção da qualidade dos alimentos consumidos na Europa. É um site interessante para quem tem serviços a ser desenvolvidos com padrões da Europa.
http://ec.europa.eu/food/index_en.htm
O site é interessante e julgo importante uma leitura de seu conteúdo.
Orlando.
http://ec.europa.eu/food/index_en.htm
O site é interessante e julgo importante uma leitura de seu conteúdo.
Orlando.
Avaliação de um Sistema de Identificação Eletronica de Animais na Rastreabilidade de Informações.
AVALIAÇÃO DE UM SISTEMA DE IDENTIFICAÇÃO
ELETRÔNICA DE ANIMAIS NA RASTREABILIDADE
DE INFORMAÇÕES
João G. de C. F. Machado 1, José F. D. Nantes 2, Carlos G. de C. F. Machado 3
RESUMO: Este trabalho apresenta o desenvolvimento de um sistema de identificação
eletrônica de animais, no qual são descritas as atividades de cada etapa da
metodologia adotada. O objetivo principal desta pesquisa foi avaliar tal sistema na
rastreabilidade das informações. Este produto permitiu obter informações do animal
durante a produção e armazená-las em um software de gerenciamento, além do brinco
de identificação, que funcionou como um banco de dados individual. Tais informações
puderam auxiliar na gestão da propriedade rural e futuramente poderão servir nas
transações comerciais com a indústria. Além disso, o sistema permitiu dar um primeiro
passo na informatização da produção rural.
Palavras-chave: identificação eletrônica, rastreabilidade, agrocomputação
VALUATION OF AN ANIMAL ELECTRONIC
IDENTIFICATION SYSTEM IN THE INFORMATION’S
TRACEABILITY
Abstract: This paper showed both activities and methodology adopted in the
development of an electronic animal identification system. The principal research’s
objective was evaluate this system in the information’s traceability. The resulting
product allowed to read information from the cattle during the handling and save it
in an database throughout a PC software. Also every ear tag was considered an
individual database with properly information. Such information may improve the
farm management and commercial transactions with meat processors. This system
allowed the first step into farm informatization.
Keywords: electronic identification, traceability, agrocomputation
1 INTRODUÇÃO
O desafio da produção de carne no Brasil é intensificar oferta de um produto de qualidade a preços mais baixos.
A previsão é que a competição no mercado interno ficará
mais apertada aos pecuaristas que não atenderem ao
desejo do consumidor: carne mais barata e de melhor
qualidade. Essa situação é um reflexo das tendências internacionais,
cujo mercado impõe exigências cada vez
mais rigorosas à exportação do produto brasileiro. O
mercado europeu exige a perfeita identificação dos animais
para garantir a qualidade e o atendimento diferenciado
ao consumidor (Franco, 1999).
Uma das medidas nesse sentido foi estabelecida pela
Portaria n°. 35 de 4 de junho de 1999 do Ministério da
1 Zootecnista, Programa de Pós-Graduação em Eng. Produção - Universidade Federal de São Carlos - Rua Madre Saint Bernard, 855 – 13561-
190 – São Carlos, SP - E-mail: joaoguilhermem@yahoo.com.br
2 Prof. Dr. do Depto. de Eng. de Produção - Universidade Federal de São Carlos - Rod. Washington Luís, km 235 – Cx. Postal 676 – 13565-905
- São Carlos, SP - E-mail: fnantes@power.ufscar.br
3 Engenheiro Mecânico - Korth Eletro Mecânica Ltda. - Rua Benevides Ignácio Ramos, 90 – 13562-500 - São Carlos, SP- E-mail:
c.machado@korth.com.br
Revista Brasileira de Agrocomputação, v.1, n.1, p.13-21 , Jun.2001
Ponta Grossa-PR, DEINFO/UEPG - http://www.agrocomputacao.deinfo.uepg.br
Revista Brasileira de Agrocomputação, v.1, n.1, p.13-21 , Jun.2001
14
Agricultura, que estabelece que cada animal tenha um
número estampado em brincos invioláveis colocados em
suas orelhas. Este sistema tem o objetivo de registrar o
histórico do animal no computador e identificar os riscos
de doenças (Ramos, 1999). Eradus & Rossing (1994)
verificaram a importância da identificação eletrônica em
animais utilizando informações do nascimento ao abate.
Estas informações possibilitaram controlar a origem dos
animais, o deslocamento geográfico e a utilização de drogas,
impedindo a disseminação de doenças.
A identificação eletrônica dos animais pode contribuir
para o estabelecimento de um sistema de certificação
com base na rastreabilidade de informações ao longo da
cadeia produtiva da carne. A rastreabilidade das informações
está se tornando uma necessidade na produção
da carne bovina. Esta situação é mais urgente na produção
destinada ao mercado externo, devido às barreiras
não tarifárias impostas atualmente à comercialização de
carnes. No mercado interno, as informações sobre a procedência
dos animais é menos valorizada pela indústria,
mas pode representar o início de uma relação mais equilibrada
entre a produção e o setor industrial.
Inúmeras técnicas de identificação animal vêm sendo
adotadas pelos produtores. Segundo Jardim (1973) as
mais utilizadas na bovinocultura são: colar, brincos de
plástico, código de barras, marcação à ferro quente, tinta
spray. Pacheco (1995) relata que esses métodos tradicionais
não são confiáveis, acarretando freqüentes prejuízos
financeiros devido às perdas de informações. A
identificação eletrônica elimina essa preocupação. A incorporação
das informações sobre o processo de produção
tornará a rastreabilidade da carne bovina mais completa
e segura, assegurando benefícios para todos os segmentos
da cadeia produtiva.
O agronegócio da pecuária de corte tem sistematicamente
incorporado tecnologia da computação em suas atividades.
Novos softwares estão sendo utilizados como ferramentas
de gestão, possibilitando controle mais rigoroso
dos custos, das receitas e acesso à distância às informações
relativas à produção e ao desenvolvimento do mercado.
A maior dificuldade para o desenvolvimento do sistema
de identificação eletrônica de animais reside na interface
de atuação de várias áreas. A demanda deste produto
origina-se no setor agroindustrial, envolvendo os segmentos
de produção e da industrialização da carne bovina,
enquanto a solução do problema encontra-se nos projetos
de engenharia, que neste caso, necessita incorporar
significativos conhecimentos de informática.
O projeto do sistema de identificação eletrônica de animais
deve ser desenvolvido tendo como pano de fundo o
ambiente rural. Devem ser consideradas as particularidades
deste setor e o impacto do produto nos diversos
segmentos da cadeia produtiva da carne bovina.
Procurando soluções para estes problemas, o presente
trabalho teve os seguintes objetivos:
· desenvolver o protótipo de um sistema de identificação
eletrônica de animais; e
· avaliar a viabilidade da utilização deste sistema na
rastreabilidade de informações na produção da carne
bovina.
2 MATERIAL E MÉTODOS
Este trabalho utilizou a metodologia de Pugh (1996) para
desenvolvimento de projetos de produtos, por ser genérica
e flexível. O diagrama desta metodologia (Figura 1)
permite variações de acordo com o tipo de produto e
com o mercado desejado.
Embora a metodologia de Pugh (1996) apresente as atividades
do projeto em fases seqüenciais, é importante
que elas se sobreponham, de modo que uma fase possa
ser iniciada antes que a fase anterior tenha sido finalizada.
Este procedimento é importante pois permite agilizar
a incorporação de novas informações e reduzir o tempo
de execução do produto.
Figura 1 – Diagrama da metodologia de desenvolvi
mento de novos produtos
Fonte: Pugh (1996)
As atividades do projeto do produto representam a transformação
de idéias, conceitos e informações em um
modelo físico. De acordo com Nantes (2000), estas transformações
ocorrem entre um primeiro estágio onde se
MERCADO
Especificação das
oportunidades de mercado
ESPECIFICAÇÕES
Descrição escrita do
produto
PROJETO CONCEITUAL
Descrição das linhas
básicas de forma e
PROJETO
DETALHADO
Descrição do produto em
TESTE DO PROTÓTIPO
PROJETO DETALHADO
Descrição do produto em
termos funcionais e físicos
PROJETO CONCEITUAL
Descrição das linhas básicas
de forma e função do produto
Revista Brasileira de Agrocomputação, v.1, n.1, p.13-21 , Jun.2001
João G. de C. F. Machado et al.
15
buscam informações e um estágio final, no qual estas
informações são organizadas de forma a possibilitar a
fabricação do produto. A metodologia adotada nesta pesquisa
teve início com a especificação das oportunidades
de mercado, que devem conter a descrição do benefício
básico e demais aspectos relevantes. É importante identificar
o maior número de oportunidades possíveis. Se o
produto se destina a um mercado ainda desconhecido
para a empresa, as características deste mercado também
devem ser consideradas.
Baxter (1998) considera uma oportunidade satisfatória,
quando ela confirma a viabilidade comercial do produto
e demonstra consistência com a estratégia de desenvolvimento
do produto da empresa. A origem das oportunidades
de desenvolvimento de novos produtos são classificadas
por Pedroso (1999) em duas categorias: demanda
de mercado (marketing pull), que considera as necessidades
do mercado como agente definidor das características
do produto e oferta de tecnologia (technological
push), caracterizadas pelo desenvolvimento e utilização
de uma nova tecnologia. Este trabalho considerou a associação
das duas abordagens.
Os principais benefícios do sistema de identificação eletrônica
de animais para a pecuária de corte referem-se
ao controle e ao monitoramento da produção. Este sistema
armazena informações disponibilizando-as para a
indústria. Desta forma é possível gerenciar a produção a
partir dos dados disponíveis off line (off line data
management), isto é, o gerenciamento da produção ocorre
sem a necessidade de comunicação ou utilização de um
banco de dados no computador.
As informações contidas no transponder (dispositivo
para identificação eletrônica, formado por um microchip,
uma antena e pelo tipo de encapsulamento) podem ser
lidas através de um dispositivo leitor, fixo ou portátil,
dotado de um display de cristal líquido e/ou ligado a um
computador. A grande vantagem desse sistema é que,
por não precisar de fonte de alimentação (transponder
passivo), possui dimensões pequenas e pode ser implantado
dentro do animal. A transmissão das informações
via rádio-freqüência, dispensa uma linha direta de visão
entre o transponder e o leitor, podendo estar coberto de
sujeira, no caso de brincos ou implantado sob a pele do
animal (Machado & Nantes, 2000a).
A identificação eletrônica dos animais permite interligar
ao sistema outras ferramentas práticas de manejo,
como as balanças eletrônicas. Com isso são eliminados
os erros de identificação, pesagem e contagem, assim
como erros nas anotações normalmente feitas no brete
(Pacheco, 1995; Lopes, 1997).
Franco (1999) relata que, embora o Brasil ainda não possua
um sistema nacional obrigatório de identificação,
algumas iniciativas isoladas de empresas pecuárias modernas
demonstram que esse tipo de controle é possível
e altamente vantajoso, qualquer que seja o método utilizado.
Atualmente quatro critérios básicos são exigidos:
identificação única dentro do rebanho, permanente, insubstituível
e que não deixe margem à dúvidas (Lopes,
1997; Ajimastro Jr. & Paz, 1998; Franco, 1999).
A identificação eletrônica dos animais permite ao interligar
várias etapas da cadeia produtiva: a produção, a industrialização
e a comercialização da carne. O consumidor
poderá adquirir o produto com o conhecimento do
tipo de criação, da dieta utilizada, do tipo de corte da
carne e do estabelecimento que realizou o abate (Machado
& Nantes, 2000b).
O transponder existente no brinco armazena informações
durante toda a vida do animal. No momento do abate,
essas informações podem ser transferidas para uma etiqueta
eletrônica ou código de barras do frigorífico, que
acompanhará cada corte ou peça comercializada. Essas
etiquetas são invioláveis e podem ser consultadas pelos
comerciantes e consumidores (Machado & Nantes,
2000b).
A etapa seguinte da metodologia consistiu na determinação
das especificações do produto (projeto e fabricação).
Nesta etapa do projeto é realizada a descrição escrita
do produto que orientará o desenvolvimento. As
especificações corretas asseguram a entrada das melhores
soluções para o produto (Smith & Reinerstsen, 1997).
A especificação do projeto deve conter uma descrição
completa e compreensível das percepções e valores do
consumidor. A elaboração das especificações técnicas,
a partir da descrição da oportunidade, também é essencial
para o controle de qualidade durante o desenvolvimento
do projeto. Já a especificação de fabricação, com
detalhamento dos processos de manufatura deve ser feita
em termos técnicos, diferente da linguagem do consumidor.
Os desenhos técnicos devem conter cortes, projeções
e tolerâncias de fabricação (Baxter, 1998).
As especificações do sistema de identificação eletrônica
de animais foram fundamentadas na literatura, na discussão
com pesquisadores e profissionais ligados aos
setores de produção e industrialização da carne bovina.
Constatou-se a necessidade de associar um sistema de
Revista Brasileira de Agrocomputação, v.1, n.1, p.13-21 , Jun.2001
Avaliação de um sistema de identificação eletrônica de animais na rastreabilidade de informações
16
identificação seguro e visual, para auxiliar no gerenciamento
da produção, na melhoria da qualidade do produto
e na relação comercial com a indústria.
O procedimento utilizado foi a implantação nos animais
de brincos eletrônicos com memória suficiente para utilizar
cada animal identificado como um banco de dados
individual, aliando a identificação visual à eletrônica.
Após a definição das especificações do produto, iniciouse
o desenvolvimento das linhas básicas da forma e função
do produto. Este procedimento teve o objetivo de
produzir um conjunto de princípios fundamentais e de
estilo, resultante da especificação da oportunidade, visando
satisfazer as exigências do consumidor e diferenciar
o produto de outros existentes no mercado (Baxter,
1998).
Neste projeto foi adotado um sistema de identificação
eletrônica constituído de um leitor e 60 transponders fixados
em brincos utilizados para identificação animal.
Esse sistema utilizou um microchip (transponder) com
informações gravadas em uma memó-ria EEPROM, que
permite a regravação. O transponder possui encapsulamento
plástico, possibilitando sua fixação a um brinco,
associando as vantagens da identificação eletrônica
às da identificação visual.
O leitor também permitiu gravar informações no
transponder, possibilitando a formação de um banco de
dados individual em cada animal identificado, facilitando
o gerenciamento da produção, por meio do gerenciamento
off line de dados (off line data management).
Um software para PC completou o sistema. Nestes
transponders foram gravados os seguintes parâmetros:
1) Parâmetros relativos ao animal:
- número de identificação individual e número do lote;
- sexo, composição racial e raças do pai e da mãe.
2) Parâmetros relativos ao controle zootécnico:
- categoria animal: bezerro, desmamado, inteiro, castrado;
- regime alimentar: pasto, pasto + suplemento, confinado,
semi-confinado;
- data de nascimento e pesos diversos.
3) Parâmetros relativos ao controle sanitário:
- Vacinas: data, tipo de vacina, modo de aplicação;
- Vermífugos e antibióticos.
O sistema de identificação eletrônica de animais foi testado
em uma propriedade rural, situada no município de
São Carlos, SP, em caráter experimental, no período de
julho a novembro de 2000. A propriedade possui um tronco
de contenção instalado sobre uma balança eletrônica.
Neste local os animais tinham seus bancos de dados conferidos
e atualizados nas datas de pesagens e vacinações
do rebanho.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados desta pesquisa materializaram-se na construção
e teste de um protótipo e na geração de documentos
técnicos que irão orientar a manufatura do produto.
O protótipo reduz o tempo para o lançamento do produto
e se constitui numa forma prática de apresentar o produto
aos consumidores potenciais.
3.1 Diagrama do fluxo de dados do sistema
Figura 2 – Diagrama do fluxo de dados do sistema
3.2 Construção do protótipo
A seguir são apresentadas as partes componentes do sistema
de identificação eletrônica de animais: o aparelho
leitor/gravador, o transponder e o software de
gerenciamento da produção.
3.2.1 Aparelho leitor/gravador
O aparelho leitor/gravador é formado pela caixa, antena,
hardware e software. Estes componentes estão apresentados
na Figura 3.
Revista Brasileira de Agrocomputação, v.1, n.1, p.13-21 , Jun.2001
João G. de C. F. Machado et al.
Formatação e colocação
dos brincos
Acompanhamento da
produção
no campo
Leitura e gravação
Aparelho
leitor / gravador
Caixa Hardware
Antena
Transponder
Microchip
Antena
Encapsulamen
Software de
gerencimento
da produção
CONSTRUÇÃO DO PROTÓTIPO
TESTE PRELIMINAR DO PROTÓTIPO
Aparelho
leitor/gravador
Caixa Hardware
Antena Software
Formatação e colocação
dos brincos
Acompanhamento da produção
no campo
Leitura e gravação dos dados
17
Figura 3 – Aparelho leitor/gravador
· Caixa
A caixa é a casca do produto. Seu parâmetro de projeto é
o fato do equipamento ser portátil ou estacionário. Para
ser portátil a caixa deve ser anatômica e de tamanho
reduzido enquanto um equipamento estacionário necessita
uma caixa maior. Pelas características do produto e
maior facilidade de utilização, optou-se pelo equipamento
portátil.
O projeto da caixa está intimamente ligado com o
desenvolvimento do hardware. É necessário definir a
posição do teclado, do display e sua fixação, para desenhar
o circuito impresso. A caixa foi projetada para
atender os requisitos de utilização em um ambiente rural.
Portanto foi desenvolvida uma caixa em ABS, plástico
bastante resistente ao impacto e com índice de proteção
IP65, que garante uma boa vedação contra poeira e
respingos.
Nesta etapa também foram definidos alguns dos periféricos
do hardware. tais como: Teclado de membrana
com 21 teclas e display de 4 linhas, com 20 caracteres
por linha. A escolha dos periféricos está intimamente
ligada ao software, uma vez que estes representam as
entrada e saída do produto.
· Antena
A antena também varia de acordo com a característica
estacionária ou portátil do equipamento. Um equipamento
portátil deve possuir uma antena menor
(geralmente embutida na caixa), enquanto um equipamento
estacionário normalmente trabalha com uma
antena tipo ‘gate’, de dimensões grandes e de longo
alcance. A antena pode ser considerada uma parte do
hardware. Na montagem deste protótipo, foi considerado
o desenvolvimento de uma saída para conexão de uma
antena externa, permitindo várias configurações de
antena operando com o equipamento.
Foi escolhido o sistema em que a antena foi construída
em um formado de disco, com fios de cobre e núcleo de
ar. Este sistema possibilitou a leitura/gravação a uma
distância média de 5 cm.
· Hardware
O hardware é a parte física do interior do equipamento.
O hardware é montado sobre uma placa de circuito
impresso que ligam os diversos componentes. Os principais
componentes são:
- processador ou microcontrolador: são componentes que
executam as funções programadas no software, que ficam
guardados na memória interna do microcontrolador.
- circuito de fonte: parte do circuito que transforma a
tensão da rede nas tensões de trabalho do equipamento.
O circuito de fonte deve permitir uma tensão de alimentação
constante e livre de ruídos.
- drivers da antena: parte do circuito que aciona a antena
na freqüência de ativação do transponder e filtra a
resposta modulada do transponder, para que o software
decodifique a informação transmitida.
- circuitos de interface: são os dispositivos que permitem
a comunicação entre o usuário e o equipamento - interface
de entrada - e entre o equipamento e o usuário - interface
de saída. Display e beep são exemplos de interface de
saída enquanto o teclado é um exemplo de interface de
entrada.
- memória: embora o microcontrolador possua uma memória
interna, foi necessário uma memória externa para
guardar um volume maior de informações. A memória
externa está ligada ao microcontrolador por meio da placa
de circuito impresso. Dessa forma, o software pode guardar,
ler e alterar as informações da memória externa.
· Software
O software é guardado na memória interna do microcontrolador
e é o responsável pela lógica de funcionamento
do equipamento. O software executa três
funções principais:
Revista Brasileira de Agrocomputação, v.1, n.1, p.13-21 , Jun.2001
Avaliação de um sistema de identificação eletrônica de animais na rastreabilidade de informações
18
- funções básicas de interface: são as funções para
controle de display, teclado, gerenciamento de menus,
acionamento do beep etc..
- rotinas de comunicação com o transponder: são as
rotinas que decodificam o sinal elétrico enviado pelo
transponder, transformando-o em um conjuntos de zeros
e uns (0 e 1, código binário) e as funções que agrupam e
transformam esses conjuntos de zeros e uns em informações.
Também existem as funções que fazem o
caminho inverso, transformando informações em zeros
e uns e posteriormente em sinais elétrico que são enviados
para o transponder via radio-freqüência (RF) (gravação
de informações).
- rotinas de gerenciamento de memória: são as funções
para ler, gravar, alterar e pesquisar informações na
memória externa.
3.2.2 Transponder
O transponder, acoplado ao brinco de identificação animal
é formado por três partes: o microchip, a antena e o
tipo do encapsulamento.
O microchip é constituído por um gerenciador de energia
que recebe as ondas de rádio-freqüência emitidas pelo
aparelho e permite que as informações sejam enviadas
ao leitor; pela memória, na qual os dados são armazenados
em forma de números binários (0 e 1); e por um
gerenciador de memória, que possibilita o envio das informações
a partir da energia armazenada.
A antena, em qualquer situação, é feita de cobre. Entretanto
existem diferenças no tipo de núcleo dessa antena,
dependendo do tipo de encapsulamento. Quando o
transponder utiliza um encapsulamento de vidro e o formato
é de cápsula (implantável sob a pele do animal), a
antena possui um núcleo de ferrite. No caso da antena
apresentar o formato de um disco e o transponder,
encapsulamento plástico (fixado ou acoplado a um brinco),
o núcleo da antena é de ar.
Neste protótipo optou-se por aliar a identificação eletrônica
à identificação visual dos animais, utilizando um
transponder de vidro e em formato de cápsula, que foi
fixado ao brinco do animal.
A montagem e o detalhe do brinco são apresentados nas
Figuras 4 e 5.
Figura 4 – Esquema da montagem
Figura 5 – Detalhe do brinco
3.2.3 Software de gerenciamento da produção
Este software é considerado um software em alto nível,
em relação à linguagem de programação. Quanto mais
sofisticadas forem as funções, mais alto é o nível de programação.
A programação em baixo nível é muito mais
complicada, por ser linguagem de máquina, porém o
processamento fica mais rápido.
A programação para PCs (Personal Computers) na
maioria das vezes é realizada em alto nível, uma vez que
velocidade de processamento é menos importante do que
a interface com o usuário. O software para PC foi desenvolvido
em linguagem Delphi e contém os seguintes
parâmetros:
- cadastro de animais;
- funções produtivas (pesos, diagnóstico de gestação,
lactação, partos etc.);
- funções de comunicação com o equipamento de identificação
através de comunicação serial para recepção e
transmissão de dados. Por exemplo, o software carrega
na memória do equipamento a listagem dos animais que
devem ser vacinados no dia ou, depois de um dia de
pesagens, o equipamento descarrega no banco de dados
do computador os pesos dos animais.
Revista Brasileira de Agrocomputação, v.1, n.1, p.13-21 , Jun.2001
João G. de C. F. Machado et al.
19
- funções para a escolha dos melhores cruzamentos
(cruzamento dirigido) e otimização de intervalos entre
partos utilizando os dados produtivos cadastrados.
- Agendamentos para tarefas do dia-a-dia na propriedade
rural, como desmama, monta, pesagens, vacinações,
castrações etc..
Algumas telas do software podem ser vistas na Figura 6.
Figura 6 – Software de gerenciamento
3.3. Teste Preliminar do Protótipo
Baxter (1998) relata que após ter alcançado uma solução
para a configuração do produto, é necessário verificar
se a solução atende os objetivos propostos. Para isso,
é necessário testar o protótipo do novo produto em condições
semelhantes àquelas em que o produto final será
submetido. A Figura 7 ilustra as etapas do teste preliminar
do protótipo.
A. Formatando os brincos; B. Gravando os dados; C.
Fazendo a leitura; D. Detalhe do display; E.
Gerenciamento off line dos dados; F. Leitura no campo
Figura 7 – Seqüência do teste preliminar do protótipo
As informações do processo produtivo geralmente são
obtidas por funcionários desqualificados e com formação
simples. Anotar corretamente estas informações e
transcrevê-las para o computador, são obstáculos a serem
vencidos na informatização da propriedade. Essas
dificuldades são resolvidas pela identificação eletrônica
dos animais, pois a coleta de dados é precisa, confiável e
segura. Quando lidas e repassadas ao computador, estarão
isentas de erros humanos, como leitura dupla e erros
de transcrição (Machado & Nantes, 2000b).
O sistema de identificação eletrônica de animais permitiu
acompanhar a evolução sanitária e nutricional do rebanho.
As características genéticas não foram acompanhadas
pois estas requerem um período mais longo de
testes.
Revista Brasileira de Agrocomputação, v.1, n.1, p.13-21 , Jun.2001
Avaliação de um sistema de identificação eletrônica de animais na rastreabilidade de informações
D F
A
C
E F
D
B
20
Foram feitas pesagens mensais dos animais e aplicações
de vacinas nas datas recomendadas. Os pesos, anotados
nos brincos e no software, mostraram deficiências no
trato dos animais à pasto, corrigido a tempo com suplementação
alimentar.
Os módulos do software em alto nível, ausentes no início
dos teste, mostraram-se satisfatórios, gerando informações
para uma análise mais criteriosa da produção e
conseqüente tomada de decisões. A comunicação entre
o software, a balança eletrônica e o aparelho leitor/gravador
dos transponders facilitaram a troca eletrônica de
informações, identificando, pesando e registrando os
dados no computador e no brinco.
Além disso, o aparelho também permitiu gravar informações
no transponder, formando um banco de dados
individual em cada animal. O gerenciamento da produção
foi facilitado pelo gerenciamento off line de dados
(off line data management). Estes bancos de dados são
importantes no transporte dos animais entre as propriedades
ou destas para a indústria. Tais informações
agilizam a transferência eletrônica dos dados de produção
e possibilitam a rastreabilidade das informações desde
o nascimento do animal.
Não ocorreram perdas de brincos durante o período de
testes. Os brincos foram colocados pelo proprietário da
forma mais correta possível e na localização indicada. O
procedimento de colocação dos brincos e gravação das
primeiras informações não interferiu na rotina de trabalho
da propriedade, pois os brincos foram pré-gravados
com os dados mais comuns, como sexo, composição racial
e lote. Apenas o peso do dia foi acrescentado ao
brinco antes da aplicação na orelha do animal.
O proprietário, que antes não fazia nenhum tipo de controle
da produção, passou a ter melhor orientação quanto
a nutrição aplicada ao rebanho e ao ganho de peso no
período, alterando a alimentação para recuperar o peso
dos animais, à medida que se constatava baixo ganho de
peso entre as pesagens.
O custo para implantação desta tecnologia ainda não está
definido. Algumas especificações, como distância de
leitura, requerem definições no formato e na dimensão
da antena, o que influencia no custo final do produto. Os
brincos deverão ter o transponder encapsulado durante
o processo de injeção do brinco plástico, o que pode garantir
preços mais acessíveis.
O sistema de identificação eletrônica prevê a reutilização
dos brincos por pelo menos 10 vezes, sem prejuízo à
precisão da leitura ou à qualidade da gravação dos dados.
Este benefício poderá tornar os brincos eletrônicos
competitivos com o sistema convencional de identificação.
O aparelho mostrou-se útil e rápido na coleta dos dados
agilizando o manejo dos animais. Além disso, o sistema
de identificação eletrônica de animais possibilitou a recuperação
dos dados de um animal que, durante a pesagem,
teve seu peso registrado apenas no brinco e não no
software para PC. Este fato poderia prejudicar o controle
zootécnico de um lote, acarretando prejuízos ao produtor.
A facilidade de manuseio do aparelho também é
uma característica a ser destacada. O display do aparelho
orientou o usuário sem nenhum tipo de problema.
Os dados armazenados também auxiliaram no gerenciamento
da propriedade. A confiabilidade dos dados
obtidos permitiu tomadas de decisão mais rápidas e pontuais.
Uma das barreiras para implantação da gestão administrativa
informatizada reside na falta de confiabilidade
das informações que alimentarão o sistema. As
informações obtidas no campo e armazenadas no
microchip acoplado aos brincos, deram a confiabilidade
necessária para sua utilização em softwares de gestão
administrativa.
Por fim, estas informações podem ser transferidas eletronicamente
para a indústria, facilitando a aquisição da
matéria-prima e a comercialização dos produtos. Entretanto,
pesquisas deverão ser desenvolvidas, objetivando
a melhor forma de transferir estes dados para a indústria,
integrando-os com os atuais sistemas de código de
barras.
4 CONCLUSÕES
Os resultados obtidos nesta pesquisa permitiram as seguintes
conclusões:
· o sistema de identificação eletrônica de animais, utilizando
a rádio-freqüência, mostrou-se satisfatório
quanto a coleta e armazenamento de dados visando a
rastreabilidade de informações;
· a utilização deste sistema é simples e possibilita ganhos
em eficiência produtiva devido ao melhor
gerenciamento das informações;
Revista Brasileira de Agrocomputação, v.1, n.1, p.13-21 , Jun.2001
João G. de C. F. Machado et al.
21
· a existência de um banco de dados no brinco de cada
animal facilita a transmissão das informações de produção
entre unidades produtivas ou destas para a indústria;
· a utilização deste sistema auxiliou e orientou a tomada
de decisões do proprietário rural, pela disponibilidade
de dados mais seguros e confiáveis;
· o transponder pode ser reutilizado pelo menos por
10 vezes, o que poderá tornar a adoção deste sistema
competitiva em relação ao sistema convencional de
identificação.
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Revista Brasileira de Agrocomputação, v.1, n.1, p.13-21 , Jun.2001
Avaliação de um sistema de identificação eletrônica de animais na rastreabilidade de informações
ELETRÔNICA DE ANIMAIS NA RASTREABILIDADE
DE INFORMAÇÕES
João G. de C. F. Machado 1, José F. D. Nantes 2, Carlos G. de C. F. Machado 3
RESUMO: Este trabalho apresenta o desenvolvimento de um sistema de identificação
eletrônica de animais, no qual são descritas as atividades de cada etapa da
metodologia adotada. O objetivo principal desta pesquisa foi avaliar tal sistema na
rastreabilidade das informações. Este produto permitiu obter informações do animal
durante a produção e armazená-las em um software de gerenciamento, além do brinco
de identificação, que funcionou como um banco de dados individual. Tais informações
puderam auxiliar na gestão da propriedade rural e futuramente poderão servir nas
transações comerciais com a indústria. Além disso, o sistema permitiu dar um primeiro
passo na informatização da produção rural.
Palavras-chave: identificação eletrônica, rastreabilidade, agrocomputação
VALUATION OF AN ANIMAL ELECTRONIC
IDENTIFICATION SYSTEM IN THE INFORMATION’S
TRACEABILITY
Abstract: This paper showed both activities and methodology adopted in the
development of an electronic animal identification system. The principal research’s
objective was evaluate this system in the information’s traceability. The resulting
product allowed to read information from the cattle during the handling and save it
in an database throughout a PC software. Also every ear tag was considered an
individual database with properly information. Such information may improve the
farm management and commercial transactions with meat processors. This system
allowed the first step into farm informatization.
Keywords: electronic identification, traceability, agrocomputation
1 INTRODUÇÃO
O desafio da produção de carne no Brasil é intensificar oferta de um produto de qualidade a preços mais baixos.
A previsão é que a competição no mercado interno ficará
mais apertada aos pecuaristas que não atenderem ao
desejo do consumidor: carne mais barata e de melhor
qualidade. Essa situação é um reflexo das tendências internacionais,
cujo mercado impõe exigências cada vez
mais rigorosas à exportação do produto brasileiro. O
mercado europeu exige a perfeita identificação dos animais
para garantir a qualidade e o atendimento diferenciado
ao consumidor (Franco, 1999).
Uma das medidas nesse sentido foi estabelecida pela
Portaria n°. 35 de 4 de junho de 1999 do Ministério da
1 Zootecnista, Programa de Pós-Graduação em Eng. Produção - Universidade Federal de São Carlos - Rua Madre Saint Bernard, 855 – 13561-
190 – São Carlos, SP - E-mail: joaoguilhermem@yahoo.com.br
2 Prof. Dr. do Depto. de Eng. de Produção - Universidade Federal de São Carlos - Rod. Washington Luís, km 235 – Cx. Postal 676 – 13565-905
- São Carlos, SP - E-mail: fnantes@power.ufscar.br
3 Engenheiro Mecânico - Korth Eletro Mecânica Ltda. - Rua Benevides Ignácio Ramos, 90 – 13562-500 - São Carlos, SP- E-mail:
c.machado@korth.com.br
Revista Brasileira de Agrocomputação, v.1, n.1, p.13-21 , Jun.2001
Ponta Grossa-PR, DEINFO/UEPG - http://www.agrocomputacao.deinfo.uepg.br
Revista Brasileira de Agrocomputação, v.1, n.1, p.13-21 , Jun.2001
14
Agricultura, que estabelece que cada animal tenha um
número estampado em brincos invioláveis colocados em
suas orelhas. Este sistema tem o objetivo de registrar o
histórico do animal no computador e identificar os riscos
de doenças (Ramos, 1999). Eradus & Rossing (1994)
verificaram a importância da identificação eletrônica em
animais utilizando informações do nascimento ao abate.
Estas informações possibilitaram controlar a origem dos
animais, o deslocamento geográfico e a utilização de drogas,
impedindo a disseminação de doenças.
A identificação eletrônica dos animais pode contribuir
para o estabelecimento de um sistema de certificação
com base na rastreabilidade de informações ao longo da
cadeia produtiva da carne. A rastreabilidade das informações
está se tornando uma necessidade na produção
da carne bovina. Esta situação é mais urgente na produção
destinada ao mercado externo, devido às barreiras
não tarifárias impostas atualmente à comercialização de
carnes. No mercado interno, as informações sobre a procedência
dos animais é menos valorizada pela indústria,
mas pode representar o início de uma relação mais equilibrada
entre a produção e o setor industrial.
Inúmeras técnicas de identificação animal vêm sendo
adotadas pelos produtores. Segundo Jardim (1973) as
mais utilizadas na bovinocultura são: colar, brincos de
plástico, código de barras, marcação à ferro quente, tinta
spray. Pacheco (1995) relata que esses métodos tradicionais
não são confiáveis, acarretando freqüentes prejuízos
financeiros devido às perdas de informações. A
identificação eletrônica elimina essa preocupação. A incorporação
das informações sobre o processo de produção
tornará a rastreabilidade da carne bovina mais completa
e segura, assegurando benefícios para todos os segmentos
da cadeia produtiva.
O agronegócio da pecuária de corte tem sistematicamente
incorporado tecnologia da computação em suas atividades.
Novos softwares estão sendo utilizados como ferramentas
de gestão, possibilitando controle mais rigoroso
dos custos, das receitas e acesso à distância às informações
relativas à produção e ao desenvolvimento do mercado.
A maior dificuldade para o desenvolvimento do sistema
de identificação eletrônica de animais reside na interface
de atuação de várias áreas. A demanda deste produto
origina-se no setor agroindustrial, envolvendo os segmentos
de produção e da industrialização da carne bovina,
enquanto a solução do problema encontra-se nos projetos
de engenharia, que neste caso, necessita incorporar
significativos conhecimentos de informática.
O projeto do sistema de identificação eletrônica de animais
deve ser desenvolvido tendo como pano de fundo o
ambiente rural. Devem ser consideradas as particularidades
deste setor e o impacto do produto nos diversos
segmentos da cadeia produtiva da carne bovina.
Procurando soluções para estes problemas, o presente
trabalho teve os seguintes objetivos:
· desenvolver o protótipo de um sistema de identificação
eletrônica de animais; e
· avaliar a viabilidade da utilização deste sistema na
rastreabilidade de informações na produção da carne
bovina.
2 MATERIAL E MÉTODOS
Este trabalho utilizou a metodologia de Pugh (1996) para
desenvolvimento de projetos de produtos, por ser genérica
e flexível. O diagrama desta metodologia (Figura 1)
permite variações de acordo com o tipo de produto e
com o mercado desejado.
Embora a metodologia de Pugh (1996) apresente as atividades
do projeto em fases seqüenciais, é importante
que elas se sobreponham, de modo que uma fase possa
ser iniciada antes que a fase anterior tenha sido finalizada.
Este procedimento é importante pois permite agilizar
a incorporação de novas informações e reduzir o tempo
de execução do produto.
Figura 1 – Diagrama da metodologia de desenvolvi
mento de novos produtos
Fonte: Pugh (1996)
As atividades do projeto do produto representam a transformação
de idéias, conceitos e informações em um
modelo físico. De acordo com Nantes (2000), estas transformações
ocorrem entre um primeiro estágio onde se
MERCADO
Especificação das
oportunidades de mercado
ESPECIFICAÇÕES
Descrição escrita do
produto
PROJETO CONCEITUAL
Descrição das linhas
básicas de forma e
PROJETO
DETALHADO
Descrição do produto em
TESTE DO PROTÓTIPO
PROJETO DETALHADO
Descrição do produto em
termos funcionais e físicos
PROJETO CONCEITUAL
Descrição das linhas básicas
de forma e função do produto
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João G. de C. F. Machado et al.
15
buscam informações e um estágio final, no qual estas
informações são organizadas de forma a possibilitar a
fabricação do produto. A metodologia adotada nesta pesquisa
teve início com a especificação das oportunidades
de mercado, que devem conter a descrição do benefício
básico e demais aspectos relevantes. É importante identificar
o maior número de oportunidades possíveis. Se o
produto se destina a um mercado ainda desconhecido
para a empresa, as características deste mercado também
devem ser consideradas.
Baxter (1998) considera uma oportunidade satisfatória,
quando ela confirma a viabilidade comercial do produto
e demonstra consistência com a estratégia de desenvolvimento
do produto da empresa. A origem das oportunidades
de desenvolvimento de novos produtos são classificadas
por Pedroso (1999) em duas categorias: demanda
de mercado (marketing pull), que considera as necessidades
do mercado como agente definidor das características
do produto e oferta de tecnologia (technological
push), caracterizadas pelo desenvolvimento e utilização
de uma nova tecnologia. Este trabalho considerou a associação
das duas abordagens.
Os principais benefícios do sistema de identificação eletrônica
de animais para a pecuária de corte referem-se
ao controle e ao monitoramento da produção. Este sistema
armazena informações disponibilizando-as para a
indústria. Desta forma é possível gerenciar a produção a
partir dos dados disponíveis off line (off line data
management), isto é, o gerenciamento da produção ocorre
sem a necessidade de comunicação ou utilização de um
banco de dados no computador.
As informações contidas no transponder (dispositivo
para identificação eletrônica, formado por um microchip,
uma antena e pelo tipo de encapsulamento) podem ser
lidas através de um dispositivo leitor, fixo ou portátil,
dotado de um display de cristal líquido e/ou ligado a um
computador. A grande vantagem desse sistema é que,
por não precisar de fonte de alimentação (transponder
passivo), possui dimensões pequenas e pode ser implantado
dentro do animal. A transmissão das informações
via rádio-freqüência, dispensa uma linha direta de visão
entre o transponder e o leitor, podendo estar coberto de
sujeira, no caso de brincos ou implantado sob a pele do
animal (Machado & Nantes, 2000a).
A identificação eletrônica dos animais permite interligar
ao sistema outras ferramentas práticas de manejo,
como as balanças eletrônicas. Com isso são eliminados
os erros de identificação, pesagem e contagem, assim
como erros nas anotações normalmente feitas no brete
(Pacheco, 1995; Lopes, 1997).
Franco (1999) relata que, embora o Brasil ainda não possua
um sistema nacional obrigatório de identificação,
algumas iniciativas isoladas de empresas pecuárias modernas
demonstram que esse tipo de controle é possível
e altamente vantajoso, qualquer que seja o método utilizado.
Atualmente quatro critérios básicos são exigidos:
identificação única dentro do rebanho, permanente, insubstituível
e que não deixe margem à dúvidas (Lopes,
1997; Ajimastro Jr. & Paz, 1998; Franco, 1999).
A identificação eletrônica dos animais permite ao interligar
várias etapas da cadeia produtiva: a produção, a industrialização
e a comercialização da carne. O consumidor
poderá adquirir o produto com o conhecimento do
tipo de criação, da dieta utilizada, do tipo de corte da
carne e do estabelecimento que realizou o abate (Machado
& Nantes, 2000b).
O transponder existente no brinco armazena informações
durante toda a vida do animal. No momento do abate,
essas informações podem ser transferidas para uma etiqueta
eletrônica ou código de barras do frigorífico, que
acompanhará cada corte ou peça comercializada. Essas
etiquetas são invioláveis e podem ser consultadas pelos
comerciantes e consumidores (Machado & Nantes,
2000b).
A etapa seguinte da metodologia consistiu na determinação
das especificações do produto (projeto e fabricação).
Nesta etapa do projeto é realizada a descrição escrita
do produto que orientará o desenvolvimento. As
especificações corretas asseguram a entrada das melhores
soluções para o produto (Smith & Reinerstsen, 1997).
A especificação do projeto deve conter uma descrição
completa e compreensível das percepções e valores do
consumidor. A elaboração das especificações técnicas,
a partir da descrição da oportunidade, também é essencial
para o controle de qualidade durante o desenvolvimento
do projeto. Já a especificação de fabricação, com
detalhamento dos processos de manufatura deve ser feita
em termos técnicos, diferente da linguagem do consumidor.
Os desenhos técnicos devem conter cortes, projeções
e tolerâncias de fabricação (Baxter, 1998).
As especificações do sistema de identificação eletrônica
de animais foram fundamentadas na literatura, na discussão
com pesquisadores e profissionais ligados aos
setores de produção e industrialização da carne bovina.
Constatou-se a necessidade de associar um sistema de
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Avaliação de um sistema de identificação eletrônica de animais na rastreabilidade de informações
16
identificação seguro e visual, para auxiliar no gerenciamento
da produção, na melhoria da qualidade do produto
e na relação comercial com a indústria.
O procedimento utilizado foi a implantação nos animais
de brincos eletrônicos com memória suficiente para utilizar
cada animal identificado como um banco de dados
individual, aliando a identificação visual à eletrônica.
Após a definição das especificações do produto, iniciouse
o desenvolvimento das linhas básicas da forma e função
do produto. Este procedimento teve o objetivo de
produzir um conjunto de princípios fundamentais e de
estilo, resultante da especificação da oportunidade, visando
satisfazer as exigências do consumidor e diferenciar
o produto de outros existentes no mercado (Baxter,
1998).
Neste projeto foi adotado um sistema de identificação
eletrônica constituído de um leitor e 60 transponders fixados
em brincos utilizados para identificação animal.
Esse sistema utilizou um microchip (transponder) com
informações gravadas em uma memó-ria EEPROM, que
permite a regravação. O transponder possui encapsulamento
plástico, possibilitando sua fixação a um brinco,
associando as vantagens da identificação eletrônica
às da identificação visual.
O leitor também permitiu gravar informações no
transponder, possibilitando a formação de um banco de
dados individual em cada animal identificado, facilitando
o gerenciamento da produção, por meio do gerenciamento
off line de dados (off line data management).
Um software para PC completou o sistema. Nestes
transponders foram gravados os seguintes parâmetros:
1) Parâmetros relativos ao animal:
- número de identificação individual e número do lote;
- sexo, composição racial e raças do pai e da mãe.
2) Parâmetros relativos ao controle zootécnico:
- categoria animal: bezerro, desmamado, inteiro, castrado;
- regime alimentar: pasto, pasto + suplemento, confinado,
semi-confinado;
- data de nascimento e pesos diversos.
3) Parâmetros relativos ao controle sanitário:
- Vacinas: data, tipo de vacina, modo de aplicação;
- Vermífugos e antibióticos.
O sistema de identificação eletrônica de animais foi testado
em uma propriedade rural, situada no município de
São Carlos, SP, em caráter experimental, no período de
julho a novembro de 2000. A propriedade possui um tronco
de contenção instalado sobre uma balança eletrônica.
Neste local os animais tinham seus bancos de dados conferidos
e atualizados nas datas de pesagens e vacinações
do rebanho.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados desta pesquisa materializaram-se na construção
e teste de um protótipo e na geração de documentos
técnicos que irão orientar a manufatura do produto.
O protótipo reduz o tempo para o lançamento do produto
e se constitui numa forma prática de apresentar o produto
aos consumidores potenciais.
3.1 Diagrama do fluxo de dados do sistema
Figura 2 – Diagrama do fluxo de dados do sistema
3.2 Construção do protótipo
A seguir são apresentadas as partes componentes do sistema
de identificação eletrônica de animais: o aparelho
leitor/gravador, o transponder e o software de
gerenciamento da produção.
3.2.1 Aparelho leitor/gravador
O aparelho leitor/gravador é formado pela caixa, antena,
hardware e software. Estes componentes estão apresentados
na Figura 3.
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João G. de C. F. Machado et al.
Formatação e colocação
dos brincos
Acompanhamento da
produção
no campo
Leitura e gravação
Aparelho
leitor / gravador
Caixa Hardware
Antena
Transponder
Microchip
Antena
Encapsulamen
Software de
gerencimento
da produção
CONSTRUÇÃO DO PROTÓTIPO
TESTE PRELIMINAR DO PROTÓTIPO
Aparelho
leitor/gravador
Caixa Hardware
Antena Software
Formatação e colocação
dos brincos
Acompanhamento da produção
no campo
Leitura e gravação dos dados
17
Figura 3 – Aparelho leitor/gravador
· Caixa
A caixa é a casca do produto. Seu parâmetro de projeto é
o fato do equipamento ser portátil ou estacionário. Para
ser portátil a caixa deve ser anatômica e de tamanho
reduzido enquanto um equipamento estacionário necessita
uma caixa maior. Pelas características do produto e
maior facilidade de utilização, optou-se pelo equipamento
portátil.
O projeto da caixa está intimamente ligado com o
desenvolvimento do hardware. É necessário definir a
posição do teclado, do display e sua fixação, para desenhar
o circuito impresso. A caixa foi projetada para
atender os requisitos de utilização em um ambiente rural.
Portanto foi desenvolvida uma caixa em ABS, plástico
bastante resistente ao impacto e com índice de proteção
IP65, que garante uma boa vedação contra poeira e
respingos.
Nesta etapa também foram definidos alguns dos periféricos
do hardware. tais como: Teclado de membrana
com 21 teclas e display de 4 linhas, com 20 caracteres
por linha. A escolha dos periféricos está intimamente
ligada ao software, uma vez que estes representam as
entrada e saída do produto.
· Antena
A antena também varia de acordo com a característica
estacionária ou portátil do equipamento. Um equipamento
portátil deve possuir uma antena menor
(geralmente embutida na caixa), enquanto um equipamento
estacionário normalmente trabalha com uma
antena tipo ‘gate’, de dimensões grandes e de longo
alcance. A antena pode ser considerada uma parte do
hardware. Na montagem deste protótipo, foi considerado
o desenvolvimento de uma saída para conexão de uma
antena externa, permitindo várias configurações de
antena operando com o equipamento.
Foi escolhido o sistema em que a antena foi construída
em um formado de disco, com fios de cobre e núcleo de
ar. Este sistema possibilitou a leitura/gravação a uma
distância média de 5 cm.
· Hardware
O hardware é a parte física do interior do equipamento.
O hardware é montado sobre uma placa de circuito
impresso que ligam os diversos componentes. Os principais
componentes são:
- processador ou microcontrolador: são componentes que
executam as funções programadas no software, que ficam
guardados na memória interna do microcontrolador.
- circuito de fonte: parte do circuito que transforma a
tensão da rede nas tensões de trabalho do equipamento.
O circuito de fonte deve permitir uma tensão de alimentação
constante e livre de ruídos.
- drivers da antena: parte do circuito que aciona a antena
na freqüência de ativação do transponder e filtra a
resposta modulada do transponder, para que o software
decodifique a informação transmitida.
- circuitos de interface: são os dispositivos que permitem
a comunicação entre o usuário e o equipamento - interface
de entrada - e entre o equipamento e o usuário - interface
de saída. Display e beep são exemplos de interface de
saída enquanto o teclado é um exemplo de interface de
entrada.
- memória: embora o microcontrolador possua uma memória
interna, foi necessário uma memória externa para
guardar um volume maior de informações. A memória
externa está ligada ao microcontrolador por meio da placa
de circuito impresso. Dessa forma, o software pode guardar,
ler e alterar as informações da memória externa.
· Software
O software é guardado na memória interna do microcontrolador
e é o responsável pela lógica de funcionamento
do equipamento. O software executa três
funções principais:
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Avaliação de um sistema de identificação eletrônica de animais na rastreabilidade de informações
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- funções básicas de interface: são as funções para
controle de display, teclado, gerenciamento de menus,
acionamento do beep etc..
- rotinas de comunicação com o transponder: são as
rotinas que decodificam o sinal elétrico enviado pelo
transponder, transformando-o em um conjuntos de zeros
e uns (0 e 1, código binário) e as funções que agrupam e
transformam esses conjuntos de zeros e uns em informações.
Também existem as funções que fazem o
caminho inverso, transformando informações em zeros
e uns e posteriormente em sinais elétrico que são enviados
para o transponder via radio-freqüência (RF) (gravação
de informações).
- rotinas de gerenciamento de memória: são as funções
para ler, gravar, alterar e pesquisar informações na
memória externa.
3.2.2 Transponder
O transponder, acoplado ao brinco de identificação animal
é formado por três partes: o microchip, a antena e o
tipo do encapsulamento.
O microchip é constituído por um gerenciador de energia
que recebe as ondas de rádio-freqüência emitidas pelo
aparelho e permite que as informações sejam enviadas
ao leitor; pela memória, na qual os dados são armazenados
em forma de números binários (0 e 1); e por um
gerenciador de memória, que possibilita o envio das informações
a partir da energia armazenada.
A antena, em qualquer situação, é feita de cobre. Entretanto
existem diferenças no tipo de núcleo dessa antena,
dependendo do tipo de encapsulamento. Quando o
transponder utiliza um encapsulamento de vidro e o formato
é de cápsula (implantável sob a pele do animal), a
antena possui um núcleo de ferrite. No caso da antena
apresentar o formato de um disco e o transponder,
encapsulamento plástico (fixado ou acoplado a um brinco),
o núcleo da antena é de ar.
Neste protótipo optou-se por aliar a identificação eletrônica
à identificação visual dos animais, utilizando um
transponder de vidro e em formato de cápsula, que foi
fixado ao brinco do animal.
A montagem e o detalhe do brinco são apresentados nas
Figuras 4 e 5.
Figura 4 – Esquema da montagem
Figura 5 – Detalhe do brinco
3.2.3 Software de gerenciamento da produção
Este software é considerado um software em alto nível,
em relação à linguagem de programação. Quanto mais
sofisticadas forem as funções, mais alto é o nível de programação.
A programação em baixo nível é muito mais
complicada, por ser linguagem de máquina, porém o
processamento fica mais rápido.
A programação para PCs (Personal Computers) na
maioria das vezes é realizada em alto nível, uma vez que
velocidade de processamento é menos importante do que
a interface com o usuário. O software para PC foi desenvolvido
em linguagem Delphi e contém os seguintes
parâmetros:
- cadastro de animais;
- funções produtivas (pesos, diagnóstico de gestação,
lactação, partos etc.);
- funções de comunicação com o equipamento de identificação
através de comunicação serial para recepção e
transmissão de dados. Por exemplo, o software carrega
na memória do equipamento a listagem dos animais que
devem ser vacinados no dia ou, depois de um dia de
pesagens, o equipamento descarrega no banco de dados
do computador os pesos dos animais.
Revista Brasileira de Agrocomputação, v.1, n.1, p.13-21 , Jun.2001
João G. de C. F. Machado et al.
19
- funções para a escolha dos melhores cruzamentos
(cruzamento dirigido) e otimização de intervalos entre
partos utilizando os dados produtivos cadastrados.
- Agendamentos para tarefas do dia-a-dia na propriedade
rural, como desmama, monta, pesagens, vacinações,
castrações etc..
Algumas telas do software podem ser vistas na Figura 6.
Figura 6 – Software de gerenciamento
3.3. Teste Preliminar do Protótipo
Baxter (1998) relata que após ter alcançado uma solução
para a configuração do produto, é necessário verificar
se a solução atende os objetivos propostos. Para isso,
é necessário testar o protótipo do novo produto em condições
semelhantes àquelas em que o produto final será
submetido. A Figura 7 ilustra as etapas do teste preliminar
do protótipo.
A. Formatando os brincos; B. Gravando os dados; C.
Fazendo a leitura; D. Detalhe do display; E.
Gerenciamento off line dos dados; F. Leitura no campo
Figura 7 – Seqüência do teste preliminar do protótipo
As informações do processo produtivo geralmente são
obtidas por funcionários desqualificados e com formação
simples. Anotar corretamente estas informações e
transcrevê-las para o computador, são obstáculos a serem
vencidos na informatização da propriedade. Essas
dificuldades são resolvidas pela identificação eletrônica
dos animais, pois a coleta de dados é precisa, confiável e
segura. Quando lidas e repassadas ao computador, estarão
isentas de erros humanos, como leitura dupla e erros
de transcrição (Machado & Nantes, 2000b).
O sistema de identificação eletrônica de animais permitiu
acompanhar a evolução sanitária e nutricional do rebanho.
As características genéticas não foram acompanhadas
pois estas requerem um período mais longo de
testes.
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Avaliação de um sistema de identificação eletrônica de animais na rastreabilidade de informações
D F
A
C
E F
D
B
20
Foram feitas pesagens mensais dos animais e aplicações
de vacinas nas datas recomendadas. Os pesos, anotados
nos brincos e no software, mostraram deficiências no
trato dos animais à pasto, corrigido a tempo com suplementação
alimentar.
Os módulos do software em alto nível, ausentes no início
dos teste, mostraram-se satisfatórios, gerando informações
para uma análise mais criteriosa da produção e
conseqüente tomada de decisões. A comunicação entre
o software, a balança eletrônica e o aparelho leitor/gravador
dos transponders facilitaram a troca eletrônica de
informações, identificando, pesando e registrando os
dados no computador e no brinco.
Além disso, o aparelho também permitiu gravar informações
no transponder, formando um banco de dados
individual em cada animal. O gerenciamento da produção
foi facilitado pelo gerenciamento off line de dados
(off line data management). Estes bancos de dados são
importantes no transporte dos animais entre as propriedades
ou destas para a indústria. Tais informações
agilizam a transferência eletrônica dos dados de produção
e possibilitam a rastreabilidade das informações desde
o nascimento do animal.
Não ocorreram perdas de brincos durante o período de
testes. Os brincos foram colocados pelo proprietário da
forma mais correta possível e na localização indicada. O
procedimento de colocação dos brincos e gravação das
primeiras informações não interferiu na rotina de trabalho
da propriedade, pois os brincos foram pré-gravados
com os dados mais comuns, como sexo, composição racial
e lote. Apenas o peso do dia foi acrescentado ao
brinco antes da aplicação na orelha do animal.
O proprietário, que antes não fazia nenhum tipo de controle
da produção, passou a ter melhor orientação quanto
a nutrição aplicada ao rebanho e ao ganho de peso no
período, alterando a alimentação para recuperar o peso
dos animais, à medida que se constatava baixo ganho de
peso entre as pesagens.
O custo para implantação desta tecnologia ainda não está
definido. Algumas especificações, como distância de
leitura, requerem definições no formato e na dimensão
da antena, o que influencia no custo final do produto. Os
brincos deverão ter o transponder encapsulado durante
o processo de injeção do brinco plástico, o que pode garantir
preços mais acessíveis.
O sistema de identificação eletrônica prevê a reutilização
dos brincos por pelo menos 10 vezes, sem prejuízo à
precisão da leitura ou à qualidade da gravação dos dados.
Este benefício poderá tornar os brincos eletrônicos
competitivos com o sistema convencional de identificação.
O aparelho mostrou-se útil e rápido na coleta dos dados
agilizando o manejo dos animais. Além disso, o sistema
de identificação eletrônica de animais possibilitou a recuperação
dos dados de um animal que, durante a pesagem,
teve seu peso registrado apenas no brinco e não no
software para PC. Este fato poderia prejudicar o controle
zootécnico de um lote, acarretando prejuízos ao produtor.
A facilidade de manuseio do aparelho também é
uma característica a ser destacada. O display do aparelho
orientou o usuário sem nenhum tipo de problema.
Os dados armazenados também auxiliaram no gerenciamento
da propriedade. A confiabilidade dos dados
obtidos permitiu tomadas de decisão mais rápidas e pontuais.
Uma das barreiras para implantação da gestão administrativa
informatizada reside na falta de confiabilidade
das informações que alimentarão o sistema. As
informações obtidas no campo e armazenadas no
microchip acoplado aos brincos, deram a confiabilidade
necessária para sua utilização em softwares de gestão
administrativa.
Por fim, estas informações podem ser transferidas eletronicamente
para a indústria, facilitando a aquisição da
matéria-prima e a comercialização dos produtos. Entretanto,
pesquisas deverão ser desenvolvidas, objetivando
a melhor forma de transferir estes dados para a indústria,
integrando-os com os atuais sistemas de código de
barras.
4 CONCLUSÕES
Os resultados obtidos nesta pesquisa permitiram as seguintes
conclusões:
· o sistema de identificação eletrônica de animais, utilizando
a rádio-freqüência, mostrou-se satisfatório
quanto a coleta e armazenamento de dados visando a
rastreabilidade de informações;
· a utilização deste sistema é simples e possibilita ganhos
em eficiência produtiva devido ao melhor
gerenciamento das informações;
Revista Brasileira de Agrocomputação, v.1, n.1, p.13-21 , Jun.2001
João G. de C. F. Machado et al.
21
· a existência de um banco de dados no brinco de cada
animal facilita a transmissão das informações de produção
entre unidades produtivas ou destas para a indústria;
· a utilização deste sistema auxiliou e orientou a tomada
de decisões do proprietário rural, pela disponibilidade
de dados mais seguros e confiáveis;
· o transponder pode ser reutilizado pelo menos por
10 vezes, o que poderá tornar a adoção deste sistema
competitiva em relação ao sistema convencional de
identificação.
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