Sunday, March 12, 2006

Contribuições e informações.

Decidí fazer este Blog devido a reação que tive quando lí sobre as crises da Febre Aftosa, e outras que estamos observando nos meios de comunicação.
Do meu ponto de vista, o que observamos é um referencial ruim, onde a impressão é a de um país onde não se sabe o que é rastreabilidade, e etc. Algo bastante ruím é o que emana dos comentários de jornais e revistas. No entanto há um boa produção acadêmica sobre o tema, seja nas universidades, centro de pesquisa, e até mesmo nas empreasas e orgãos governamentais.
O tema é rico e faz-se necessário uma continua contribuição de pessoas da área. Eu gostaria de contar com os comentários de colegas, os quais trabalham em áreas afins e que utilizem rastreabilidade em suas atividades.
O foco do Blog Alimentrace é técnico com ênfase no intecâmbio de informações. Sites em Inglês têm sido fonte de consulta e listamos alguns. Trata-se de um vasto universo de contribuição com vários sites dedicados ao tema.
Há muito a fazer para enriquecer o conhecimento da comunidade de profissionais, e auxiliá-los no que estivermos habilitados tecnicamente. Existe uma percepção errada dos meios de comunicação. Temos que fazer chegar a estes meios de informação o grande volume de trabalho que o país produz sobre rastreabilidade, as teses, as dissertações, os "papers", e até conferências, etc. Estes trabalhos são pouco conhecidos e não difundidos. O consumidor brasileiro não conhece o conceito rastreabilidade, ou seja, não entende ainda o termo; diferentemente do "mundo acadêmico" que dispõe de uma massa crítica a respeito deste assunto.
Abaixo seguem alguns sites para aqules que queiram se aprofundar no tema. Lembro uma vez mais que meu objetivo é difundir o assunto, transferir e receber informações, interagir, criar condições para o debate; aumentando o volume de informação disponível.
Não trato aquí de uma tese, mas de uma forma de contribuição profissional sem formalidade acadêmica, de fácil assimilação, interativa, mas ao mesmo tempo com valor de conhecimento para o profissional técnico e o público em geral.
Para os mais interessados, segue alguns sites que julgo contributivos ao entendimento e familiaridade a esta matéria.




1 – NIST – National Institute of Standards and Technology.

http://ts.nist.gov/traceability/- O NIST – National Institute of Standards and Technology do departamento de Comercio América.


2 - The Economic of Food, Farming -.... USA.

http://www.ers.usda.gov/Amberwaves/April04/Features/FoodTraceability.htm

3 - Jornal da Rastreabilidade = Site Americano Dedicado ao Tema.

http://www.foodtraceabilityreport.com/home.asp


4 – Site de Links para rastreabilidade – Software e outros.

http://www.theoinf.tu-ilmenau.de/~riebisch/pld/research/trace.htm


5 – Site Francês de Rastreabilidade em Geo processamento Agroalimentar.]

http://www.geotraceagri.net/en/tools/traceability.php


6 - Dinamarca – Rastreabilidade Alimentar.

http://www.ff-of-denmark.com/?ID=4


7 – Site Europeu de Rastreabilidade Alimentar

http://europa.eu.int/comm/food/food/foodlaw/traceability/index_en.htm


8 – Site de Food Trace Navigator – Ou Navegador especifico para
rastreabilidade Alimentar – Europa.

http://www.foodnavigator.com/news/news-NG.asp?id=48647


9 - Site Norueguês de Rastreabilidade em Peixes e derivados.
As fazendas de criações de salmão e outros peixes são rastreadas.

http://www.wisefish.com/wiseFish/category.asp?catID=954


10 - O Jornal do Produto Não Geneticamente Modificado.


http://nongmoreport.com/Traceability_food_safety_technology.php


Os colegas que persistirem na busca, através do Google ou Yahoo, poderão encontrar contribuições maiores e melhores em outros site que neste momento não me recordo.
No Brasil, temos vários esforços acadêmicos de profissionais devotados ao tema, que realmente ofereçem conhecimentos e contribuições, reflexões técnicas de valor. Valem a consulta e o estudo criterioso do que tem sido produzido no Brasil.
Na minha próxima postagem vou procurar oferecer uma relação de trabalhos que suponho ser de grande contribuição aos que ora iniciam suas pesquisas em busca de informação.

Até a próxima.

Orlando Silva

A Definição de Rastreabilidade.

Os dados e informes registrados aquí podem ser encontrados em normas técnicas, tais como Codex Alimentarius, ISO, etc e outros profissionais poderão encontrar melhores resumos, contribuir de forma mais eficiênte para o assunto. De qualquer forma estou trazendo a discussão ao público interessado, e esta é minha pequena contribuição. Há que estabelecer os pontos de contribuição desta discussão. Através da mídia podemos observar comentários que muitas vezes não condiz com a realidade. Generalizando, o termo rastreabilidade é empregado de forma incorreta, contribuindo para a poluição do entendimento, ou seja, uma deformação do conceito técnico. O rigor do termo cede as generalidades e popularizações da língua corrente.

O termo rastreabilidade conforme está definido nos Padrões Técnicos é sutil, mas deixa compreender que a rastreabilidade é a palavra aplicada a uma cadeia produtiva, ou seja, dos principios da produção agricola ou pécuaria até consumo do alimento. Este tipo de entendimento emana de leituras da definição do termo nos dados da EC ( European Community ) CL 2005/23 - FLCS no item 3 das definições técnicas, e quando a definição do termo é tratada sugere-se que a mesma é " .. a habilidade de se seguir os diversos eventos/estágios de um alimento em suas fases distintas de produção, transformação e distribuição.".

Discussão maior pode ser estabelecida, caso o debate seja de interesse do mundo técnico, mas o que me causa discordância é o fato de que podutos são apresentados como "rastreado" ou "temos rastreabilidade" quando na verdade o mesmo apresenta apenas um histórico de sua fase de processo produtiva transformadora. Em palavras diretas: a empresa tem o histórico de sua praticipação de processos, mas nada registra, nem tem como fonte as infromações de processamento e obtenção agroaliementar de suas materias primas, componentes definitivos de sua formulação de ingredientes, participantes ativos de seu produto final. Em outras palavras: sabemos de onde compramos, temos até o certificado de qualidade de nossas fontes, mas não podemos rastrear nossas materias primas e como consequência, não é um produto que pode ser definido como "rastreado" já que suas matérias primas não podem ser acessadas de forma documental, e assim atender a definição do termo rastreabilidade, tal qual deve o mesmo ser entendido, dentro do rigor técnico necessário.

A segurança da cadeia agroalimentar é estratégicamente importante para as empresas exportadoras, ou em outras palavras para os agentes economicos que sustentam acirrada competição com o agronegócio dos EUA, da Europa, Austrália e outros países. Essas empresas são fundamentais para a balança comercial brasileira e correm risco de perder importante fatia de mercado (conquistado com muito esforço) por falta de rastreabilidade ou ainda por não ofertar este atributo com transparência e facilidade de acesso. A Tecnologia de Informação é o único recurso capaz de reverter este processo, ou seja, colocar nossos trabalhos de rastreabilidade em evidência e realçar que o país tem conhecimento já constituído nesta área.

Verificamos no dia-a-dia profissional uma busca de informação sobre as fontes de matéria prima, mas não sabemos onde está a origem destas matérias primas, quais as condições de suas produções agrícola e pecuária, e quais as formas de cultivo e criação empregadas na origem destas matérias primas agropecuárias.

Trata-se, portanto, de um produto, que partindo do nosso conceito acima discutido, é razoável concluir que o produto não tem rastreabilidade. Diante desta informação, o fabricante fica bastante insatisfeito e diz que ele faz sua parte mas não pode responder sobre toda a cadeia. É correto e profissional informar: um produto tem rastreabilidade quando todos os seus ingredientes, matérias primas que entram em sua composição sejam consideradas rastreadas. (fonte e origem conhecidos e certificados).

Este é o meu entendimento e suponho que do ponto de vista estritamente técnico esteja correto.